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24 de outubro de 2019Em reforma desde o começo do ano passado, a Sé Catedral Santo Antônio, de Piracicaba, comemorou Jubileu de Brilhante (75 anos) em setembro. Desde a pintura externa, até construção de novos espaços, a catedral foi totalmente revitalizada, e um dos trabalhos está chamando a atenção dos fiéis: o restauro dos vitrais.
Patrimônio Cultural do Estado de São Paulo, os vitrais históricos contam a história de Santo Antônio e são muito importantes para a arte sacra brasileira. “São vitrais da década de 1950, confeccionados pela segunda geração da família Conrado, que trouxe da Alemanha a tradição dessas peças”, explica Ciano Soares, vitralista e proprietário do Ateliê Vitrais Casa Ciano, de Vinhedo, responsável pelo restauro.
O trabalho está sendo realizado pelo Ateliê em etapas. “Fomos escolhidos para fazer este belíssimo trabalho pelo padre Ronaldo e pelo Monsenhor Matheus, com muita alegria”, ressalta o vitralista.
Quatro etapas já foram concluídas, com o restauro de 32 janelas. “Primeiro fizemos as 7 janelas do lado inferior direito, depois as 9 janelas do lado superior direito. Na sequência o lado inferior esquerdo e por último o lado superior esquerdo, finalizado na primeira semana de setembro com a instalação das 9 janelas restauradas”. A quinta e última etapa terá início nos próximos dias, com a retirada da grande rosácea e das 7 janelas da parte frontal.
Segundo Ciano, por serem vitrais muito antigos, a liga de chumbo das peças estava bem deteriorada, apresentando o descolamento de muitos vidros.
Todas as janelas foram retiradas com muito cuidado pela equipe de Ciano. No Ateliê, foram desmontadas, os vidros passaram por limpeza para tirar a sujeira acumulado ao longo de décadas, e as linhas de chumbo foram trocadas.
“Nossa maior preocupação foi manter a originalidade desses vitrais. Trocamos apenas os vidros muito estilhaçados, e mantivemos o mesmo padrão de cor, tipo de vidro, pintura, grisalha com tonalidade muito próxima para manter o conjunto da obra”, explica Ciano, lembrando que todo o trabalho atendeu o protocolo exigido pelo órgão do Patrimônio.
Todo esse cuidado é reforçado pelo encarregado de produção do Ateliê, Edmar Teixeira, que está coordenando o restauro dos vitrais da Catedral. “Nosso maior cuidado é mantar o máximo possível dos vidros originais e da técnica. Mas quando o vidro já está quebrado, tentamos reproduzir o mais fiel possível”, explica.
“Estamos muito felizes em fazer parte da história da Catedral. Fui uma verdadeira escola de vitral”, agradece Ciano.








